terça-feira, janeiro 25

love is a losing game


Eu tinha prometido a mim mesma nunca mais amar, porque eu sabia que o amor era um jogo perdido. Como jogar várias cartas no ar, eu joguei o amor, para dentro do meu próprio eu. Em todo lugar que ia, eu via casais andando e olhava para o meu lado, vazio como sempre, então eu pegava um cigarro da bolsa o acendia e dizia para mim mesma como sempre "o amor é um jogo perdido". Nada mais fazia sentido no amor. Lágrimas encheram meus olhos, nenhuma se atreveu a cair e eu continuei andando. Parei em um coffe shop, afinal, nada melhor do que café e um cigarro para pensar no tempo perdido. O café, para minha surpresa estava cheio, me sentei na única mesa que sobrara e pedi um cappuccino com bastante creme. Acendi outro cigarro e olhei para os lados, todos com alguém para amar. Fiquei fitando o cappuccino e quando percebi, caía uma forte chuva. "Assim seu café vai acabar esfriando" disse um homem alto, olhos caramelizados com um leve toque mel ao redor e seu cabelo voava com o forte vento, ele sorrira, foi a primeira vez que uma pessoa sorrira para mim em anos. "Posso me sentar? O café esta cheio e eu tenho que esperar essa chuva" ele disse sorridente. "Claro, sinta-se á vontade" eu falei. "Meu nome é Drake" ele falou passando a mão pelos cabelos que caiam se alinhando perfeitamente ao seu rosto. "Kathleen" eu disse e ele sorriu novamente "Seu nome é realmente lindo", então pela primeira vez eu fiquei corada, ele pegou um cigarro e acendeu. "Você fuma?" perguntei curiosa. "Sim, você não?" ele disse olhando para minha mão com um cigarro aceso. "Ah sim, eu fumo, mas você não tem o perfil de alguém que fuma", ele riu. "Vem sempre aqui?" ele perguntou, "Todos os dias, assim que saio do trabalho" respondi. "Isso é bom, uma rotina" ele disse olhando para baixo. "Não é uma rotina, é como se fosse um psiquiatra" eu sorri. "Pode me passar seu número?" ele perguntou. "Claro" eu disse. Eu olhei para porta e a chuva havia passado, ele percebeu isso também, disse tchau e obrigada pela companhia, então se foi. Esperei mais um tempo naquele café e fui para casa, ouvi meu telefone tocar minha música preferida da Amy, Black to Black. Atendi e então ouvi uma respiração ofegante, logo depois veio a fala: "Eu nunca acreditei em amor a primeira vista, porque eu já fui ferido pelo amor. Eu prometi nunca mais amar de novo, mas será que pode me encontrar na Avenida 305? Tenho uma coisa importante para te mostrar, beijos. Drake." Fiquei parada por instantes, logo que percebi o que havia acontecido, fui correndo para o endereço que ele havia falado, meu corpo estava agindo por conta própria e eu não sabia porque estava fazendo aquilo. Cheguei ao local, olhei para os lados e ninguém, abaixei a cabeça e me esforçei para não chorar. "Kath!" Alguém gritou, olhei para os lados de novo e o vi correndo em minha direção, nesse momento veio uma forte chuva novamente. Nos abraçamos como se já nos conhecessemos a anos e então, ele puxou meu rosto para perto do dele, tocou meus lábios com os dele e me disse "Eu te amo, como nunca amei ninguém", sorri para ele e continuamos ali nos beijando na chuva. "O que você queria me mostrar?" eu perguntei curiosa. "Meu amor por você" ele disse sorridente. Talvez o amor não fosse um jogo perdido, só precisava se dar uma chance.

Eu prometi a mim mesma que não ia importunar ninguém com meus textos, mas acabei não conseguindo aguentar, a inspiração veio á tona e não consegui detê-la, é isso então. Estava ouvindo Love is a losing game, Amy Winehouse enquanto escrevi esse texto, então deixei a música para que vocês curtissem.
                                                                                 

7 comentários:

Vanessa Rios disse...

O amor é tudo que uma pessoa precisa pra se manter vivo em sentimentos (:

Veronica Rodrigues disse...

ai ai, o amor...

Ana disse...

Quando menos queremos e precisamos o amor aparece mais uma vez, e quando começa a dar certo é tão difícil acreditar...

Giovanna disse...

aah esse amor, skaoksao achei tudo tão fofo aqui ><

Anônimo disse...

mt lindo seu texto, o blog tb *-*

Letícia Monteiro disse...

Ah... o amor! No meu caso dou uma, duas, três... muitas chances. É, não canso de acreditar. KK.

Beijos ;*

Danni disse...

Tocantee *-

 
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